15 de abril de 2015

O emocionante pedido da mãe falecida pelo seu filho.


Minha mãe tinha uma comadre, medium vidente, que mantinha um centro espírita em sua casa. Esta senhora viera morar em minha cidade, acompanhando o marido que era funcionário do Estado. Eram pobres e moravam num bairro muito distante do bairro em que minha família residia. Assim, só se viam muito raramente, quando havia sessões mediúnicas ou quando minha mãe a visitava, numa época em que o marido estava detido, como preso político, por ter participado do levante comunista dos anos 30 do século anterior.
Numa dessas visitas, a comadre disse à minha mãe que estava vendo uma mulher e um homem junto a ela. Ambos eram magérrimos, pálidos e tossiam muito. Ambos pareciam muito aflitos e tristes. 
Em seguida, a comadre disse que a mulher, que chorava, estava pedindo que minha mãe intercedesse pelos filhos do casal, deixados com a minha avó materna. Pedia que o menino fosse tratado com mais carinho e cuidados, que não fosse tão castigado, pois ele estava sofrendo e triste por não se sentir amado. Que não o tratasse de forma tão diferente da que tratava a menina.

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30 de março de 2015

A voz do Compadre Joca!


Esta história aconteceu com meu avô materno, o desembargador Hemetério Fernandes. Este tinha um compadre - o Joca- que, como ele, não acreditada na existência da alma, em comunicação com os espíritos. Então, em uma das visitas que o compadre fez ao meu avô, como sempre fazia, quando vinha de João Pessoa para ver familiares e amigos residentes em Natal, os dois voltaram ao assunto "existência ou não da alma". Como não chegavam a uma certeza sobre o polêmico assunto, resolveram firmar um pacto: o primeiro que falecesse viria dizer para o outro se a alma existe.

Passaram-se alguns anos, meu avô já nem se lembrava do tal acordo, quando, num começo de tarde, por volta das 14 horas, meu avô, que fazia dava uma cochilada na cadeira de balanço da varanda, acordou com uma voz que o chamou por três vezes: Hemetério, Hemetério, Hemetério, A alma existe!
Meu avô logo se lembrou do pacto com o compadre Joca, e gritou pela minha avó. Quando esta chegou perto, ele disse: Joana, nosso compadre Joca faleceu!
Minha avó não acreditou, dizendo que ele havia cochilado e sonhado.
Não! Disse meu avô. Acabei de escutar a voz do compadre cumprindo uma promessa que me havia feito de, se falecesse antes de mim, vir dizer-me se a alma existe. Ele falou claramente. Eu não estou enganado. Vamos enviar um telegrama para a família dele.
A resposta dos familiares do compadre Joca abalou meus avós. Um lelegrama avisava que o compadre havia falecido de ataque cardíaco às 14 horas do dia em que meu avô escutou seu aviso. A partir daí, meu avô nunca mais duvidou da existência da alma e da possibilidade de ocorrer comunicação entre vivos e mortos.